segunda-feira, 16 de abril de 2012
Enem, até onde rendimentos?
Na ultima segunda feira, dia 12, foi divulgado o rendimento das instituições de ensino de todo o país no exame nacional do ensino médio (ENEM). Ao observar os resultados cria-se uma indignação quanto ao descaso do governo quando se fala de educação.
Enquanto os telejornais exaltam o melhor desempenho dos alunos nos últimos anos, vemos o quanto a ensino público é defasado e abandonado, principalmente quando falamos de ensino fundamental e médio, que além de possuir o pior índice de resultados, contrasta de uma forma gritante com o ensino privado. São apenas 13 escolas públicas dentre as 100 melhores do país na média do Enem, segundo a avaliação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP).
Outro fator que atrai a atenção é a mais insatisfatória média dentre as escolas da Bahia - localizada no município de Casa Nova, norte do estado - ter por problema influenciador, citado pelos estudantes da mesma, a falta de uma biblioteca. Percebe-se assim a consciência da importância da leitura no desenvolvimento da escrita e da interpretação textual, o que é uma exigência básica para a avaliação do Ministério da Educação no Enem, e que o ensino público tem deixado a desejar, gerando, consequentemente, estudantes com dificuldades nesses aspectos.
Apesar de tanta insatisfação ao analisar os resultados da avaliação de aprendizagem no país, é possível enxergar um diferencial, uma luz no final do túnel: Existe uma escola que aparece por portar uma classificação ruim na prova (a pior do Enem 2011), mas que possui uma proposta que deveria ser abraçada por todo o país. Uma escola indígena, do interior de São Paulo é uma instituição, que podemos assim denominar não pela infra-estrutura ou organização governamental, mas pela grandeza de sua proposta, que apesar da falta de recursos (internet, biblioteca, livros e revistas...) e de seus alunos não saberem nem mesmo suas médias pela falta de computadores, aplica como disciplina aulas de cultura indígena. O que leva seus estudantes a manter viva a riqueza cultural do povo brasileiro.
Fica aqui, apesar da indignação por possuirmos uma educação tão desigual, a esperança de que ainda existem educadores capazes de fazer a diferença, mesmo que essa não seja reconhecida pelos “Enems” da vida.
Copyright © 2011 Todos os direitos reservados a Sara Bernardo em 13 de setembro de 2011
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