O que fazer para modificar a realidade dos jovens e adolescentes dos nossos dias? Onde estaria a solução para um problema que cresce desenfreadamente?
A educação é uma arma muito poderosa, mas a falta de estrutura e meios, que provém do governo no qual somos submetidos, fazem com que a maior parte da população seja impedida de progredir.
A grande maioria não tem chance de evoluir intelectualmente, algumas vezes por falta de incentivo e interesse, outras pela existência da necessidade de sobrevivência. Sem trabalhar, as pessoas ficam impossibilitadas de se manterem e, consequentemente, de sobreviver. Assim, tem-se de fazer uma escolha: ou trabalho, ou estudo.
Só estudar não é viável a pessoas pertencentes a classes menos favorecidas, porque, além das necessidades financeiras existe a falta de orientação, e às vezes até de consciência mesmo, que levam a pessoas a formarem família muito cedo, o que impossibilita, quase que totalmente, um provável crescimento profissional e a mudança da sua própria realidade. Porém, apenas trabalhar, faz do cidadão apenas um degrau para quem já está em uma situação mais privilegiada e o mesmo continua a viver estagnado socialmente.
A mudança de uma determinada realidade está diretamente ligada aos esforços do sujeito. Se existe força de vontade, possibilidade de trabalho e estudo respectivamente, ótimo, tem-se 50% de chances de evolução financeira e intelectual; apenas o estudo, nos dias atuais, é opção só para quem já possui um determinado nível social de vida, sendo assim, inviável a classes desfavorecidas; e, finalmente, apenas o trabalho, que não é a opção da maioria, mas imposição da sociedade e do sistema para se ter o título de “cidadão digno”, o que leva o trabalhador a ser apenas um meio de crescimento social alheio.
Segundo Giiannotti, professor aposentado da faculdade de letras, filosofia e ciências humanas da USP: “O importante da educação não é apenas formar um mercado de trabalho, mas formar uma nação, com gente capaz de pensar.” O pensamento muda o mundo, mas, infelizmente, para muitos poderosos do nosso tempo, pensar é prejudicial à política e estudar nos leva a pensar. Resta-nos apenas seguir o conselho da ex- prefeita de São Paulo, Martha Suplicy, “relaxar a gozar”, assim, tornamo-nos apenas meros reprodutores de futuros eleitores para a sociedade que vive da política no nosso país.
Injusto não? Porém, real...
Copyright © 2011 Todos os direitos reservados a Sara Bernardo em 12 de setembro de 2011

Nenhum comentário:
Postar um comentário